RCC GUABIROTUBA 20-21 – PROJETO AUTO APRESENTAÇÃO DO ASSOCIADO
por Rotary Club de Curitiba-Guabirotuba
O Rotary Club de Curitiba Guabirotuba do Distrito 4730, em sua reunião ordinária de número 46 da gestão 2020-2021, na data de 01/06/2021, por meio da plataforma gotomeet. me/rotary4730, finalizou as atividades deste ano rotário no Projeto Auto Apresentação dos Associados que tem por objetivo divulgar as competências, potencialidades e experiências dos associados junto ao nosso Clube e organização.
Como último participante do Projeto, o Clube contou com o associado Miguel Arcanjo Capriotti que discorreu sobre sua família, vida profissional e suas experiências mais relevantes na Comunidade e no Rotary Club de Curitiba Guabirotuba.
Miguel Arcanjo Capriotti
Miguel Arcanjo Capriotti nasceu em Sorocaba- SP em 29 de setembro de 1942, filho de Estevam Capriotti e Maria José Capriotti. Casado com Mariza Helena Gaidus em 19/12/1968, professora de português do Colégio Estadual do Paraná e tem dois filhos, Maurício (Advogado) e Letícia Maura (Psicóloga). Cursou o primário, ginasial e contabilidade no Colégio Bom Jesus, com 15 anos de idade perdeu o pai em lamentável acidente. Seu Estevam foi pioneiro no ramo de borracharia no Paraná, com a Vulcanização Sorocabana em Curitiba e também com filiais em Maringá, Londrina e Apucarana. Iniciou suas atividades profissionais em 1959 junto ao Banco Mercantil de São Paulo, admitido por concurso em que passou em primeiro lugar. Em 1960 um amigo convidou para conhecer a Academia da Polícia Militar situada na Rua Marechal Floriano. Ficou maravilhado ao ver os cadetes nas aulas de equitação no picadeiro, outros jovens nas aulas de educação física com armas, outros jogando futebol e outros em aula de comando em ordem unida. Tudo feito ao ar livre e com belos uniformes para cada uma das atividades. Para um jovem, que trabalhava o tempo integral, de terno e gravata e ainda no período noturno frequentava aulas de contabilidade, a “vida” dos cadetes lhe pareceu mais atraente. Como era menor de idade, teve que convencer sua mãe para lhe autorizar a realizar o concurso da PM. O fato de estar cursando o segundo ano de contabilidade, com o objetivo de cursar direito e já ter um excelente emprego no Banco, fez com que sua mãe lhe desse a autorização, embora ela não aprovasse a ideia, visto a má fama da PM à época. Passou no concurso da PM ainda em 1960. Foi um período muito feliz, onde auferiu grandes amigos, de muitos estudos, com a rígida disciplina de caserna, com dinheiro curto, pois passou a ganhar menos do que ganhava no Banco. Pois todos os uniformes utilizados para as atividades práticas e festivas eram descontados, o que significava cerca de 70% do vencimento e que eram fornecidos pela alfaiataria Riachuelo. Hoje o Estado do Paraná fornece todos os uniformes através da Associação da Vila Militar do Paraná. A Polícia Militar, por ser força auxiliar do Exército Nacional, cumpria um currículo de formação com matérias idênticas às do Exército Brasileiro. Entre as disciplinas tivemos educação física, armamento e tiro, ordem unida, topografia militar, material auto e moto mecanização, administração militar, logística e aprovisionamento. Estas eram ainda seguidas de doutrina de emprego das unidades da PM, controle de multidões, trânsito, bombeiros, emprego de cavalos nas ações da PM. As aulas de tiro de combate com fuzil, metralhadoras pesadas eram dadas por oficiais da PM nas dependências do Exército. Lembra ainda que nas saídas no acompanhamento do Oficial do Dia, era utilizado um dos poucos Jeep que a PM possuía, cujo objetivo era inspecionar e supervisionar os policiais empenhados no serviço de policiamento ostensivo em duplas a pé e a cavalo, passando por todos os bailões e gafieiras de Curitiba, onde invariavelmente se fazia uma revista geral. Já no Corpo de Bombeiros, unidade com a qual mais se identificava o serviço de acompanhamento do Oficial de Socorro lhe fascinava, nem dormia, e ao primeiro toque do fone de emergência já estava na Central de Operações. Lembra que no deslocamento para o sinistro o Oficial de Socorro ia dentro da viatura atento as orientações via rádio, enquanto que os cadetes acompanhantes iam “pendurados” do lado de fora da viatura, não rara vezes nas madrugadas geladas de Curitiba. No final do Curso de Formação de Oficiais o cadete fazia a opção pela unidade em que deveria servir, e é claro que eu optei pelo Corpo de Bombeiro, porém, quem estava qualificado na “má conduta” não era aceito pelo comando do Corpo de Bombeiro, e eu estava nesta situação. Na época, foi solicitada minha Ficha Funcional para verificar a origem das punições que me havia caraterizado a má conduta “Reincidência em mau comportamento”. Casos: “amarrou os coturno do cadete fulano enquanto este dormia”; “apagou a luz do banheiro, cujo interruptor fica do lado de fora e trancou a porta após exercício noturno”; “quebrou deliberadamente uma cama do alojamento dos cadetes”; “trocou as chaves dos armários do alojamento”; “cantando no banheiro dos cadetes após o toque de silêncio”. Após a verificação da “Ficha Suja” foi aceito no Corpo de Bombeiros. Em 06 de janeiro de 1963 após a declaração de Aspirante Oficial em 08 de dezembro de 1962 apresentei-me no Corpo de Bombeiros onde permaneci após galgar todos os postos e chegar a Coronel Comandante em 1987, e posteriormente em 1991 a convite do Governador Roberto Requião, foi ao CMT Geral da Polícia Militar do Estado do Paraná. Dos vários cursos realizados pelo companheiro destacam-se: Curso superior de Bombeiro Militar; de Educação Física; de Prevenção e Combate a Incêndios; de Sobrevivência Hospitalar em São Paulo; de Especialização de Trânsito; de Guerra não Convencional; de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais; de Técnico de Esgrima; da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) e de Bacharelado em Direito. O companheiro Miguel Arcanjo Capriotti foi homenageado com o Título de Cidadão Honorário de Curitiba, destacando-se em sua vida pública dedicada ao Estado do Paraná como o responsável pela criação do Grupo de Salvamento do Corpo de Bombeiros do Estado, atuando como Guarda Vidas no litoral paranaense com a formação de várias turmas, o idealizador do SIATE – Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência, e também como o responsável pelo Projeto POVO (Policiamento Ostensivo Volante), um trabalho iniciado em 1993, ao dispor que uma viatura ficasse designada para o atendimento de um determinado bairro, identificando-a então com aquela comunidade, tendo por objetivo a integração da Polícia Militar com a comunidade. Em nosso Clube, R.C. Curitiba Guabirotuba, o companheiro foi Presidente no ano rotário 1998 -1999, assumindo diversas Comissões do Clube e atualmente é o responsável pela Comissão de Imagem Pública.
Este evento fez parte do programa da Comissão de Administração do Club sob o comando dos associados Cesar Luiz dos Santos, Dirceu A. Andersen Junior e do nosso Presidente 2020-2021 Francisco Borsari Netto.
Rotary Club de Curitiba Guabirotuba
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