Agosto Dourado - Mês do Aleitamento Materno
por Z - Rotary Club Satélite de Curitiba-Norte Inspiração
O Agosto Dourado, criado em 2017 pela Sociedade Brasileira de Pediatria, assim como a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), que ocorre na primeira semana de agosto em mais de 150 países, são campanhas de incentivo à amamentação. A cor dourada simboliza o leite materno considerado “padrão ouro” da alimentação, por ser o alimento mais completo para o bebê fornecendo tudo que ele precisa para se desenvolver de forma saudável até os seis meses de vida.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que este seja o único alimento da criança até os seis meses de idade e que a amamentação seja mantida de forma complementar até os dois anos ou mais.
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, crianças amamentadas têm menos alergias e infecções, menores chances de desenvolver obesidade e diabetes tipo 2 e melhor desempenho em testes de inteligência. A saúde da mãe também é beneficiada pela amamentação. Para cada ano que a mulher amamenta, o risco de desenvolver câncer de mama reduz em 6%. Além das questões de saúde, a amamentação fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho.
A saúde materno infantil é uma das áreas de enfoque do Rotary e em todo o mundo são realizadas campanhas, eventos e palestras de conscientização sobre a importância da amamentação, além de projetos de arrecadação de frascos para doação de leite humano e até mesmo a implementação de Bancos de Leite. Os clubes de Rotary e Rotaract de Concórdia-SC, em parceria com a Fundação Rotária implantaram em 2019 o Banco de Leite Humano (BLH) no Hospital São Francisco que atende a 15 cidades da região. Foram adquiridos equipamentos necessários para garantir um leite seguro, como pasteurizadores, laboratório equipado, além de berços e salas adequadas para as mães doarem seu leite.
Em Curitiba, o Rotary também apoiou a criação do Banco de Leite do Hospital do Trabalhador com a doação dos equipamentos. Os investimentos totalizaram 40 mil dólares. O hospital atende cerca de 250 a 300 bebês internados na UTI neonatal por ano com o banco de leite.
Da mesma forma recursos advindos da Fundação Rotária foram utilizados na instalação de um Banco de Leite no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, que recebeu 90 mil dólares em equipamentos.
No Brasil o aleitamento materno é um direito previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. A CLT garante às lactantes que retornam ao trabalho intervalos e um local adequado para amamentação e mesmo as mães encarceradas têm direito a alimentar o seu filho no peito. Também é um direito amamentar em local público ou privado sem sofrer qualquer impedimento e nenhuma mãe pode ser constrangida por alimentar seu filho, sob pena de multa.
Amamentação é amor, mas também muito trabalho
Amamentar nem sempre é uma tarefa fácil, principalmente no início, momento de aprendizagem para mãe e filho. Se a “pega” não for correta podem ocorrer fissuras nos mamilos, dores e incômodos. E mesmo quando tudo corre bem, a entrega da mulher é enorme, uma responsabilidade difícil de ser dividida com o pai, a avó ou outro cuidador. Mas a rede de apoio pode ajudar esta mãe, encorajando-a, auxiliando em outras tarefas e garantindo à nutriz mais horas de sono, boa alimentação e tranquilidade. Fazer a extração do leite e deixar que outra pessoa ofereça ao bebê em alguns momentos também pode garantir um período de descanso para a mãe, assim ela pode se sentir motivada a continuar amamentando.
“Amamentei meu primeiro filho até os 9 meses e a segunda até 1 ano e 3 meses. Nos dois casos exclusivamente e em livre demanda até os seis meses de idade. O aleitamento foi uma fase muito importante para fortalecer o vínculo com meus filhos, momentos que deixaram memórias maravilhosas, de muita intimidade, de ‘olhos nos olhos’, afetividade, em que eu sentia que realmente oferecia o meu melhor. Como minha produção excedia à quantidade de leite necessária aos meus bebês, ainda tive o privilégio de fazer doação ao Banco de Leite Humano do Hospital de Clínicas da UFPR e ajudar na nutrição de recém-nascidos, principalmente prematuros, cujas mães estavam impossibilitadas de amamentar. Através do leite materno o que se oferece é mais do que alimento, nutrição e anticorpos: é afeto, é amor!”
Marcele Minozzo é mãe do Bernardo e da Stella, Arte-educadora, Doutoranda em Design e Presidente do Rotary Club Satélite de Curitiba Norte Inspiração






